quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Atividades Diagnóstigas

Todo início de ano, é recomendável fazer a avaliação diagnóstica de seus alunos. Somente a partir dela será possível definir quais competências deverão ser desenvolvidas durante o ano e qual o conteúdo necessário para isso.
Fazê-la significa descobrir quais conhecimentos seus alunos trazem dos anos anteriores, como utilizam essas informações no dia-a-dia, o que cada um consegue fazer sozinho e em que casos necessitam de ajuda.
A avaliação pode ser feita com atividades específicas aplicadas nos primeiros dias de aula.
Selecionamos algumas atividades diagnósticas para sua reflexão que poderão ser modificadas, ampliadas e adaptadas às suas necessidades.
A avaliação diagnóstica é um instrumento de investigação do professor, em relação à aprendizagem do aluno, para analisar o que este já sabe e o que precisa ainda saber, e o que ele faz sozinho e o que faz com ajuda (de um par ou do professor).
A avaliação é um dos elementos do Plano de Ensino do professor. Por isso, deve sempre estar de acordo com os objetivos e conteúdos estabelecidos para cada classe/série/agrupamento de alunos.
Quando avaliamos, observamos o desempenho dos alunos como um todo, para que com os dados observados possamos interferir no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos com estratégias adequadas a cada um dos problemas detectados.
Assim, sugerimos a seguir alguns aspectos importantes a serem observados:

1- Sugestão de avaliação das atitudes dos alunos esperadas nas várias áreas curriculares:

• O aluno participa ativamente dos trabalhos em grupo?

• O aluno ajuda outros nas resoluções dos problemas?

• O aluno contesta aspectos com os quais não concorda?

• O aluno procura resolver problemas por seus próprios meios?

• O aluno procura ajuda com outras pessoas?

• O aluno procura ajuda em outros materiais?

• O aluno usa estratégias convencionais na resolução de problemas?

• O aluno usa estratégias criativas de resolução de problemas?

• O aluno justifica suas respostas?

• O aluno registra e socializa seus conhecimentos?

2. Avaliação de Língua Portuguesa em suas subáreas:

Linguagem oral

Habilidades gerais do aluno como falante:

• Expõe suas idéias e seus conhecimentos?

• Formula perguntas e respostas com clareza?

• Explica e defende seus pontos de vista?

• Expõe suas dúvidas?

• Leva em conta a finalidade de sua fala e o seu interlocutor?

• Gosta de ler textos em voz alta para os outros?

Habilidades gerais do aluno como ouvinte:

• Sabe sua hora de falar e de ouvir?

• Ouve a fala alheia?

• Tem concentração em quem fala?

• Percebe e explicita a finalidade da fala alheia?

• Gosta de ouvir textos lidos ou contados por outros?

Linguagem escrita

Habilidades gerais do aluno como leitor de textos diversos:

• Usa estratégia de antecipação por meio do portador/suporte de texto, do título, do autor, do gênero, da ilustração?

• Usa estratégia de inferência, levando em conta o contexto?

• Socializa sua leitura por iniciativa própria?

• Socializa sua leitura por solicitação de outros?

• Percebe a intencionalidade do autor?

• Lê em voz alta com fluência (depois de ter compreendido o texto)?

• Socializa quais tipos de texto gosta de ler?

Habilidades gerais do aluno como produtor de textos diversos (ficcionais e não-ficcionais):

• Relaciona a produção com a situação: finalidades do autor, gênero e interlocutor?

• Faz da produção um processo de trabalho no qual estão presentes várias etapas e suas versões do texto?

• Atende à modalidade textual solicitada, elaborando diversos tipos de texto de acordo com sua função social?

• Desenvolve o tema proposto, mantendo a coerência textual e usando recursos coesivos?

• Segmenta o texto de acordo com sua especificidade?

• Tem domínio relativo da ortografia, da acentuação e da pontuação?

• Fundamenta suas opiniões e respostas?

Aspectos a ser avaliados quanto à capacidade de leitura:

O aluno sabe:

• Localizar informação no texto?

• Inferir uma afirmação que não está dita no texto de forma explícita?

• Diferenciar textos por meio da identificação das características próprias de cada gênero textual?

Aspectos a ser avaliados quanto à produção de textos:

O aluno sabe:

• Elaborar ou parafrasear uma fábula?

• Distinguir narrador de personagem?

• Caracterizar as personagens e o ambiente?

• Empregar esquemas temporais básicos?

• Usar os recursos gráficos do discurso direto e outras pontuações básicas?

• Segmentar o texto em parágrafos?

• Usar os elementos coesivos (nexos e pontuação)?

• Empregar mecanismos básicos de concordância nominal e verbal?

Fonte: www.eaprender.com.br

Pensadores

L. S. Vygotsky: algumas idéias sobre desenvolvimento e jogo infantil

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Zilma de Moraes Ramos de Oliveira


Você já parou para pensar na importância do jogo infantil para o desenvolvimento da criança na faixa etária de 0 a 6 anos? A primeira parte deste texto apresenta importantes argumentos da teoria de Vygotsky a respeito do desenvolvimento cognitivo.
Na segunda parte, a autora apresenta conceitos desse mesmo psicólogo que ajudam a refletir sobre a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil.

Segundo Vygotsky, no processo de desenvolvimento, a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas inicialmente usaram em relação a ela. Isto ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano, que a auxilia a atender seus objetivos. Isto vai envolver comunicação, ou seja, fala."

"Vygotsky cria um conceito para explicitar o valor da experiência social no desenvolvimento cognitivo. Segundo ele, há uma ‘zona de desenvolvimento proximal’, que se refere à distância entre o nível de desenvolvimento atual – determinado através da solução de problemas pela criança, sem ajuda de alguém mais experiente – e o nível potencial de desenvolvimento – medido através da solução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com crianças mais experientes."

"A brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-escolar."

Publicação: Série Idéias n.2. São Paulo:FDE, 1994.



A utilização do jogo na pré-escola

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Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima



A brincadeira faz parte da vida da criança, seja na escola ou fora dela. Esta atividade é tanto fonte de lazer como de conhecimento.
Contudo, brincar na escola é diferente de brincar em casa, na rua ou em outros lugares. Nesse texto, a autora baseia-se na teoria de Vygotsky para discutir a questão da brincadeira na escola, diferenciando o brincar em outros ambientes. Você encontrará elementos importantes para pensar a brincadeira como parte integrante da atividade educativa, explorando sua importância, seus limites e a ação do educador na programação das atividades pedagógicas.


Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar parte integrante da atividade educativa."

"Brincar na Escola não é exatamente igual a brincar em outras ocasiões, porque a vida escolar é regida por algumas normas que regulam as ações das pessoas e as interações entre elas e, naturalmente, estas normas estão presentes, também, na atividade da criança. Assim, as brincadeiras e os jogos têm uma especificidade quando ocorrem na Escola, pois são mediadas pelas normas institucionais."

"Incluir o jogo e a brincadeira na Escola tem como pressuposto, então, o duplo aspecto de servir ao desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e à construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados."

Publicação: Série Idéias n. 10. São Paulo: FDE, 1992.

Páginas: 24 a 29



A expressão musical para crianças de pré-escola

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Leda Maria Giuffrida Silva



Você já observou que, na maioria das escolas infantis, a expressão musical é utilizada apenas nas atividades recreativas ou nas festas comemorativas? Para mudar esse quadro, a autora fundamenta a educação musical na pré-escola a partir de uma perspectiva construtivista e sugere formas de trabalhar o repertório e os diferentes estilos musicais com as classes de educação infantil.

O texto traz uma experiência realizada em uma pré-escola da rede pública.

"A música deve ser considerada uma verdadeira 'linguagem de expressão', parte integrante da formação global da criança. Deverá ela estar colaborando no desenvolvimento dos processos de aquisição do conhecimento, sensibilidade, criatividade, sociabilidade e gosto artístico. Caso contrário, perder-se-á na forma de simples atividade mecânica, com a mera reprodução de cantos, sem a interação da criança com o verdadeiro momento de criação musical."

"Sendo a Escola a instituição responsável pela formação cultural da criança, cabe a ela também proporcionar esse conhecimento, não só da música popular como também das músicas folclórica, clássica e erudita."

"A criança de Pré-Escola ainda não tem capacidade de concentrar-se para ouvir música - isto é inerente a sua faixa etária. É aconselhável, então, que a música lhe seja apresentada por meio de estórias, dramatizações, jogos e brincadeiras, que motivem a participação."

Publicação: Série Idéias n. 10. São Paulo: FDE, 1992.

Páginas: 88 a 96

Notícias sobre Educação

Crianças de 5 anos poderão ser aceitas na 1ª série só neste ano


Crianças de cinco anos de idade poderão ser aceitas no ensino fundamental excepcionalmente neste ano, desde que já tenham cursado dois anos de pré-escola. De 2011 em diante, os alunos terão que ter completado seis anos até 31 de março.
As regras foram instituídas pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) e homologadas pelo ministro Fernando Haddad (Educação). O ensino fundamental de nove anos entra em vigor neste ano.

(Folha de S. Paulo)


País não está apto a oferecer espanhol na rede pública

A inclusão do espanhol no currículo dos estudantes do ensino médio, obrigatória a partir deste ano, não estará implementada até o início das aulas na maior parte dos Estados brasileiros. As dificuldades para a oferta do idioma na rede pública estão na falta de planejamento, de professores e de material didático, além de divergências na interpretação da lei.
De acordo com a Lei 11.161, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2005, as escolas são obrigadas a oferecer espanhol no ensino médio, no horário regular de aula. A matrícula do estudante será facultativa, ele escolhe se quer ou não fazer. A lei deu cinco anos para que a medida entrasse em vigor - prazo que acaba em agosto.
De 25 Estados procurados pela reportagem, apenas 8 disseram estar com a infraestrutura pronta para oferecer espanhol: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.
No entanto, apenas o Rio terá aulas para todo o ensino médio. Os outros terão só em um dos anos, numa proposta semelhante à de São Paulo, que começará com as aulas em agosto. Todos os outros Estados, incluindo as regiões Norte e Nordeste, afirmaram que ainda estão se organizando e, para isso, esbarram na falta de professores.
Há no país 12,7 mil professores do idioma, segundo dados do Inep, do Ministério da Educação, para cerca de 8 milhões de alunos que cursam o ensino médio. A presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Educação, Yvelise de Souza Arco-Verde, do Paraná, afirma que o ensino de idiomas é um problema histórico e que, neste caso, as redes deixaram para a última hora. "Há dificuldade para formar professor, para ter material didático. É todo um ensino que precisa ser debatido."
O próprio Conselho Nacional de Educação não deliberou sobre o tema. "A lei não normatiza sobre a oferta para cada um dos anos do ensino médio. Os conselhos estaduais devem decidir sobre isso", diz Cesar Callegari, da Câmara de Educação Básica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(UOL)


Planejar é o segredo

Em se tratando do projeto escolar, o improviso deve ser deixado de lado. A organização prévia de todo o processo evita surpresas e aumenta as chances de realizar mudanças e aperfeiçoar o ensino em sua escola.
Planejar suas ações simplifica o desenvolvimento das atividades na escola durante o ano letivo.
Com o início do ano letivo é chegada a hora de reunir a coordenação e os professores para pensarem no projeto escolar. A partir das diretrizes curriculares, além do aperfeiçoamento nos planos dos cursos e das aulas, é necessário organizar a sala de informática e planejar as atividades com o uso da internet, uma vez que, quando esta permeia as ações curriculares, contribui para melhorar os processos de ensino e aprendizagem, ampliando o acesso à informação, à participação e à comunicação.
O EducaRede dispõe de farto material de apoio ao trabalho do educador, desde textos sobre o planejamento escolar até o uso da internet pelos professores e alunos. Também selecionamos alguns exemplos de sucesso no uso das TICs.


O Assunto é...

Planejamento

O material aborda as vantagens do planejamento escolar, ações para serem colocadas em prática na escola e dentro de sala de aula. Há ainda textos e outros materiais de referência, além de atividades para serem desenvolvidas com alunos dos Ensinos Fundamental I, do Fundamental II e do Médio.


Ensinar com Internet

Planejar: transformar idéias em realidade

Reuniões de planejamento pedagógico são rotina para educadores no início do ano, mas como fazer para aproveitar ao máximo esses encontros?


Planejar faz a diferença

O planejamento de ensino, baseado no projeto da escola, é um orientador do trabalho desenvolvido pelo professor em sala de aula. Assim como nas demais áreas, as ações do Professor do Laboratório de Informática Educativa (POIE) também devem ser planejadas, estabelecendo–se objetivos, prazos, etapas, coerência entre as atividades e as aprendizagens.


Como planejar atividades a partir de prioridades

Veja como planejar o uso da internet na escola. É importante estabelecer objetivos, verificar os recursos e equipamentos disponíveis, e utilizar a metodologia adequada.


Educadores e sala de informática: por onde começar?

Conhecer os hábitos e as dificuldades dos professores no uso da informática pode ser o primeiro passo para auxiliá-los nas atividades com seus alunos. A partir de um diagnóstico inicial é possível criar estratégias de trabalho com os educadores.


Utilizando a sala de informática

Qual a melhor maneira de agrupar os alunos para trabalhar no computador? Que tipo de atividade é interessante desenvolver? Essas e outras questões são bastante recorrentes na hora de organizar esse espaço.


Laboratório de informática como ambiente de aprendizagem

O papel do professor como mediador é fundamental para que o laboratório de informática da escola realmente seja utilizado como um ambiente de aprendizagem.


Ferramentas na web para professores


Os sites Microsoft Office Online e Info Download disponibilizam uma série de formulários e planilhas úteis para o dia-a-dia de professores em sala de aula. A equipe do Portal EducaRede filtrou algumas dessas opções para você, além de gravar um podcast sobre o assunto. Ouça à gravação, confira os links e pesquise entre as inúmeras possibilidades disponíveis na web.