Como trabalhar pontuação
- Pontuação
Séries Iniciais do Ensino Fundamental
Aproximadamente 10 aulas.
INTRODUÇÃO
Ensinar a revisar textos é um conteúdo que deve ser tratado desde as séries iniciais. O aluno precisa incorporar tais conhecimentos gradativamente, ampliar e fazer uso deles com o objetivo de deixar seus textos mais comunicativos, ou seja, objetivos na comunicação de idéias. Para isso, é necessário que o professor:
• utilize diferentes tipos de textos pertinentes à série, colocando seus alunos em contato com bons modelos;
• selecione em qual aspecto da revisão (coerência, ortografia, acentuação ou aspectos coesivos e de pontuação) o aluno focará a atenção, já que não é possível tratar de todos os aspectos ao mesmo tempo.
Este plano de aula propõe uma atividade cujo foco é a Pontuação. Nem sempre os alunos chegam à correção plena dentro do que havia sido proposto. Mas o objetivo não é alcançar a perfeição. O que importa é apresentar questões pertinentes nas situações didáticas, fazendo com que a turma reflita e avance.
OBJETIVOS
Com esta atividade o aluno deve ser capaz de:
1º) construir um comportamento revisor em relação a seu próprio texto e ao dos outros;
2º) perceber que a pontuação é um recurso utilizado pelo autor para orientar o entendimento do leitor;
3º) constatar que, na maioria das vezes, há mais de uma possibilidade de pontuação;
4º) desenvolver a capacidade de argumentação;
5º) desenvolver a atitude de colaboração.
RECURSOS DIDÁTICOS
• lousa e giz (ou papel Kraft e pincel atômico; ou retroprojetor, transparência e caneta hidrográfica)
• papel e lápis
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• Em pequenos grupos - duplas ou trios - para realização da atividade de escrita.
• No coletivo, quando acontece a socialização das produções de cada sub-grupo.
• Apresente um texto curto sem nenhuma marcação gráfica tais como ponto, maiúscula, travessão, parágrafo etc. Piadas são bastante interessantes para o exercício, desde que os alunos tenham tido contato com esse tipo de texto);
• Peça aos alunos para marcar as unidades que facilitem a sua leitura com algum sinal;
• Solicite que eles reescrevam o texto, utilizando as pontuações que julguem adequadas;
• Socialize para todo o grupo as diversas possibilidades apresentadas pelos diferentes sub-grupos;
• Discuta a adequação, o significado e o entendimento do texto pontuado de diferentes formas.
AVALIAÇÃO
Durante o desenvolvimento da atividade, é possível avaliar como o aluno:
• utiliza em outros contextos de produção escrita, os conhecimentos que constrói a respeito da pontuação (veja o 1º objetivo);
• usa seus conhecimentos diante do texto para pontuá-lo a fim de atribuir significado a ele (veja o 2º e o 3º objetivos); • argumenta para defender o seu ponto de vista (veja o 4º objetivo);
• colabora com o grupo (veja o 5º objetivo)
CONTEXTUALIZAÇÃO
A revisão é um procedimento difícil para escritores iniciantes, pois requer distanciamento do próprio texto. As crianças nas séries iniciais são capazes de corrigir textos produzidos por outras pessoas mas, em se tratando dos seus próprios, dificilmente fazem uso desse conhecimento.
Por isso, é interessante propor que as crianças comparem seus textos com os produzidos por outras pessoas e os analise em grupo. Isso deve ser feito em parceria e com quem já sabe fazer uso do procedimento da revisão.
O professor deverá orientar o trabalho lançando questões que façam os alunos refletir e avançar, tais como: - Onde começa e termina a fala de tal personagem?
- Por que você usou este ponto neste lugar?
- O trecho pontuado por vocês está fazendo sentido? Explique o sentido desta frase.
- Faz diferença usar a vírgula ou o ponto neste trecho? Por quê? Depois, cada agrupamento deve apresentar seu texto pontuado. Trata-se de uma ocasião rica para discutir e refletir, pois certamente surgirão diferentes formas de pontuar. Os alunos terão oportunidade de argumentar a validade ou não de cada trabalho apresentado.
Aprofundamento do Conteúdo
Tradicionalmente, a gramática ensina que a pontuação é um conjunto de sinais que orienta a entonação da leitura em voz alta. Informações do tipo: "Usem o ponto final quando estiverem cansados. A vírgula serve para indicar uma paradinha. Usa-se ponto de interrogação para perguntar...", provavelmente estão embasadas na história da escrita, quando os livros eram escritos à mão, sem espaços entre as palavras e a leitura era feita em voz alta. Quem pontuava e dava um sentido ao texto era o leitor.
"A prática de leitura silenciosa disseminou-se a partir da produção de livros em escala industrial... Hoje, quando o texto impresso é formatado para ser lido diretamente pelo olho, sem precisar passar pela sonorização do que está escrito, esta função, de estreitar o campo das possibilidades de interpretação indicando graficamente as unidades de processamento e sua hierarquia interna, pertence ao escritor." (PCN - Língua Portuguesa - MEC/1997)
Ensino fundamental - 1ª e 2ª séries
Uma a duas atividades por aula.
INTRODUÇÃO
Pretende-se com este plano de aula que o aluno compreenda mensagens corporais delicadas e representações simples por imitação, observando o ambiente à sua volta para poder perceber diferentes posições, posturas, gestos de si mesmo e dos demais. Além disso, espera-se com as atividades preparar os alunos para entender a linguagem não verbal, de tal modo que possam manejar sua comunicação e transmissão de sentimentos. Para isso, serão utilizados jogos competitivos simples, (individuais, em pares ou em equipe), que incluem correr, pegar, fugir e também adquirir a consciência de espaço e dos outros jogadores. Esse jogos incluem também a prática e o desenvolvimento de diversas maneiras de lançar, receber e transladar uma bola ou um outro objeto.
OBJETIVOS
Desenvolver a criatividade, promover e exercitar o desenvolvimento físico e pessoal em um contexto de respeito e valorização do ser humano, promover o interesse e a capacidade de conhecer a realidade, utilizar o conhecimento e selecionar informação relevante.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
As atividades podem ser realizadas na sala de aula ou na quadra. A turma será organizada em grupos, de acordo com a atividade.
1. Convide os alunos para que, em pares, façam duas atividades. Na primeira etapa, peça que um dos dois alunos diga o nome de um objeto e que o outro imite os movimentos desse objeto. Por exemplo, imitação de máquinas em locomoção (carros, barcos, aviões, planadores) ou imitação de máquinas sem deslocamento (guindaste, impressora, fotocopiadora, câmera de vídeo, etc). Durante a atividade, os alunos vão trocando de papel. O jogo também pode ser feito em trios, em grupos de cinco ou em grandes grupos. Numa segunda etapa, conte aos alunos uma história, que envolva diversos animais. Peça que os alunos desloquem-se livres pelo espaço, imitando os animais. Exemplos: na selva, macacos, elefantes, leões ou os habitantes humanos, como indígenas ou fotógrafos. Outra opção, personagens fictícios, como Tarzan. Outra opção é contar uma história que se passe em um zoológico ou em um circo.
2. O safári fotográfico. Nessa atividade, distribua os alunos em três grupos. Um deles deverá imitar animais (diferentes grupos e tipos). Outro imitará os membros do safári e o outro imitará as atividades que se fazem na selva (caça, dança, pesca). Enquanto um grupo imita, os outros tentam adivinhar o que estão imitando. A cada rodada de adivinhação, os grupos devem trocar de papel.
3. O armazém de brinquedos. Cada aluno escolhe ser um brinquedo e imita seus movimentos e formas de mover-se. A turma deve dividir-se em dois grupos. Os do primeiro grupo começam imitando os brinquedos que escolheram e, a um sinal do professor, acabam as pilhas, tornando o movimento mais lento até parar. Em seguida, os alunos do grupo que ficou como observador escolhem os brinquedos de que mais gostaram. Depois disso, invertem-se os papéis.
4. A grande orquestra: Todo o grupo se coloca em semicírculo e é designado um instrumento musical para cada aluno ou grupo de alunos. Um fica com o papel de diretor da orquestra e com seus gestos indicará o começo, a execução e o final da música. Como variação, pode ser que a orquestra se transforme em uma banda de rua e desfile enquanto toca. O diretor da orquestra deve indicar a cada aluno que instrumento tocar, por meio de gestos e da imitação do som do instrumento.
5. Os eletrodomésticos. Cada aluno imagina que está utilizando um aparelho eletro-doméstico igual ao de seus pais (oriente aqueles que não tiverem idéia, sugerindo que imitem um espremedor, uma batedeira, uma enceradeira, uma faca elétrica, uma cafeteira, uma máquina de cortar grama, uma serra ou uma furadeira). Numa primeira etapa, peça aos alunos que imitem o uso do aparelho. Depois, que se transformem no equipamento.
6. Convide os alunos a formar um círculo. Conte a eles que todos vão dormir um pouco para descansar. O grupo reunido imitará diferentes formas de dormir conforme o seu comando: com frio e cobertores, com calor no verão, roncando, sonhando, com pesadelos, tranqüilamente, sonâmbulo.
Depois da última atividade, analise com os alunos a importância da observação para poder imitar. Peça a eles sugestões e comentários sobre as atividades.
AVALIAÇÃO
Uma possibilidade de avaliação das atividades pode ser feita por meio de uma pauta de observação individual contendo os seguintes itens:
O aluno reage perante as informações auditivas que estão ao seu redor, empregando o movimento de gestos?
O aluno reage perante as informações visuais que estão ao seu redor, empregando o movimento de gestos
Produção de texto
Reescrevendo histórias
Trabalho com ortografia no período de alfabetização
Séries iniciais do Ensino Fundamental
Dez aulas
INTRODUÇÃO:
Em sociedades letradas, desde muito cedo, as crianças demonstram interesse e fazem reflexões sobre a função e o significado da escrita. Para que possam escrever autonomamente, é preciso que entrem em contato com diversos tipos de textos já nas quatro séries iniciais do Ensino Fundamental. O professor deve apresentar aos alunos poesias, receitas, contos, fábulas, lendas, cartas etc.
Os contos de fadas, por exemplo, têm uma estrutura complexa e são importantes no processo de alfabetização, pois neles ocorre uma narrativa perfeita, com a seqüência apresentada sempre da mesma forma: cenário, problema, construção do clímax da história, clímax, resolução do problema e desfecho. Além do mais, a identificação emotiva entre os alunos e os personagens predispõe as crianças à leitura.
Com as atividades propostas a seguir, as crianças darão um passo para a percepção de elementos da linguagem escrita. Perceberão elementos da estrutura de textos lingüísticos e discursivos e avançarão com relação ao domínio das normas da Língua Portuguesa. Terão também oportunidade de produzir algo com uma finalidade sócio-cultural e vivenciar uma prática que ocorre normalmente fora da escola, como escrever livros.
OBJETIVOS
Ao final deste trabalho, os alunos serão capazes de:
• Demonstrar conhecimento de diferentes contos de fadas;
• Produzir e revisar textos;
• Refletir sobre o uso das convenções que normatizam os usos da Língua Portuguesa com relação à ortografia;
• Comunicar-se e expressar-se através de situações de intercâmbio social, elaborando e respondendo perguntas.
RECURSOS DIDÁTICOS
Giz, lousa, papel sulfite, canetas coloridas, lápis de cor, livros de contos-de-fadas.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• Roda de discussão para modificações ou ajustes no texto que será criado pelo grupo;
• Duplas para fazer a primeira revisão de um trecho escrito por um colega.
Faça no quadro-negro ou em um cartaz uma lista, em ordem alfabética, dos contos tradicionais mais conhecidos pela turma.
2) Diariamente, reserve um tempo para ler com a classe as histórias escolhidas.
3) Escolha com o grupo uma das histórias e leve para a classe várias versões para ler com as crianças, destacando semelhanças e diferenças com relação a:
• Tipo de texto
• Organização do texto
• Personagens que compõem a história
• Seqüência em que se desenrola a trama
• Tempo em que as histórias se desenvolvem
• cenários
4) Discuta com o grupo algumas características e formas de organização dos contos.
5) Faça um planejamento da escrita. Assegure-se de que o tipo de texto que será produzido foi trabalhado em sala, com a discussão sobre a estrutura dos diálogos e a observação de todos os aspectos textuais. Proponha então a redação coletiva e individual de novas versões para um conto. Por exemplo: "Agora, que vocês já ouviram diversas versões sobre a história 'Os Três Porquinhos', crie a sua, mantendo os principais elementos dos textos lidos: personagens, estrutura narrativa etc."
6) Faça revisões dos textos coletivos em roda, destacando os elementos que exigem maior atenção.
7) Faça cruzadinhas, jogos de forca ou stop utilizando variações que sistematizem dificuldades ortográficas, como o uso de x, ch, ç, ss, s. O bingo de palavras pode envolver as que apresentaram mais erros.
8) Crie com a classe uma legenda para as correções de textos como
______ : erro de ortografia
: erro de vocabulário
+ : erro de pontuação
* : letra maiúscula
** : erro de acentuação
Exemplo:
"Os porcinhos forão para o Egito, mas como não sabiam falar a língua não podiam conversar +O mais velho, que se chamava *edu, teve uma **ideia que contou para o irmão do meio."
9) Proponha uma revisão dos textos individuais em duplas, usando a legenda criada para correções.
10) Finalize a atividade, pedindo ilustrações para a nova versão do conto e a criação de um livrinho para ser lido por outras classes.
AVALIAÇÃO
Ao longo do trabalho, observe se o aluno:
a)usou a linguagem oral e escrita em diferentes situações, nas quais faz sentido falar, ouvir, ler ou escrever;
b)participou oralmente dos momentos de discussão;
c)colaborou para a pesquisa dos contos que o grupo conhece e a escolha de uma história para criar uma nova versão;
d)escreveu o que foi proposto;
e)participou das propostas coletivas e das revisões de texto;
f)refletiu sobre suas hipóteses de escrita, com relação às normas de escrita da Língua Portuguesa.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Esta proposta permite que os alunos trabalhem com contos tradicionais, um tipo de texto que a maioria das crianças já conhece ao chegar à 1ª série. Isso proporciona uma situação favorável para se trabalhar com as normas da Língua Portuguesa; os momentos adequados para ler, ouvir, falar e escrever; a utilização de diversos tipos de registros (lista, livro); a linguagem escrita como forma de organização de informações; a maneira culturalmente adequada para escrever.
SUGESTÕES PARA TRABALHO INTERDISCIPLINAR
Em História e Geografia, as crianças poderão trabalhar, com pesquisas sobre a vida no tempo dos castelos.
Em Matemática, é possível fazer gráficos e tabelas demonstrando quais contos que têm mais versões, quais as personagens que mais aparecem nas histórias lidas (madrasta, lobo, princesas).
Em Artes, proponha uma pesquisa sobre as obras que retratam lugares ou roupas usadas nos contos de fadas, como, por exemplo, as pinturas da Idade Média. A professora pode pedir para que os alunos montem maquetes dos castelos e representações de príncipes, princesas e bruxas. Músicas e danças que eram praticadas nos verdadeiros castelos podem ser pesquisadas e apresentadas aos colegas em forma de sarau.
APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO
Para aprender a escrever convencionalmente, os alunos criam hipóteses até se tornarem "alfabéticos". Esse processo de aprendizagem da leitura e da escrita completa-se ao longo da escolaridade. Mesmo antes de atingirem esse estágio, os alunos devem tomar contato com vários tipos de textos, pois assim poderão descobrir as suas propriedades, funções sociais e estruturas.
Esta proposta contempla dois tipos de textos: contos de fadas e listas. O trabalho favorece a compreensão da linguagem escrita e do código de escrita alfabético. O professor precisa conhecer as características dos diversos tipos de textos e criar atividades para que as crianças possam mostrar sua capacidade de produção. Um bom exercício é dar partes de textos para elas escreverem o início, o final ou o meio dessas histórias.
Exercer o papel de escritores, revisores e ilustradores, seguindo as normas para apresentação do livro, podem ser procedimentos fundamentais para que se compreendam dados culturais da sociedade.
Postado por Juliana às 16:20
Sala de aula - Texto para trabalhar pontuação.
Esse texto já circula na internet há muito tempo. Pode ser usado como exemplo em aulas sobre pontuação ou uso dos sinais diacríticos.
Um homem muito rico estava extremamente doente, agonizando. Pediu papel e caneta e escreveu, sem pontuação alguma, as seguintes palavras:
'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '
Não ressistiu e se foi antes de fazer a pontuação. Ficou o dilema, quem herdaria a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o texto:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aconta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aconta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história: A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. É isso faz toda a diferença...
(recebi por e-mail sem autoria)
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PNEU FURADO
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).
Esta postagem foi retirada do site: http://www.pedagogia.com.br/
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